Amigos, passamos por momentos importantes nestes quatro dias; para uns a primeira experiência, para outros uma nova oportunidade de aproveitar as oportunidades de trilhar o caminho de Jesus.
Pudemos confraternizar, aprender, sorrir e chorar! E, agora, de volta... podemos passar tudo isso adiante, principalmente nossos mais puros sentimentos. Distribuir amor, carinho e alegria.
Para todos aqueles que estiveram neste Grande Encontro, participantes e voluntários, todos que deram algo de si para este momento, fica a mensagem...
PÓS ENCONTRO GERAL - O QUE TIRAMOS DE TUDO ISSO?
EGM11: Diário de Bordo de uma Viagem Incrível
Querido companheiro de batalhas,
Segue aqui um breve relato da viagem incrível de Carnaval da qual acabamos de voltar. Esperamos que ela sirva de resposta aos diversos emails, abraços e sorrisos de agradecimento. Somos nós que devemos agradecer! Deixamos aqui nosso irrestrito obrigado a vocês que participaram, acompanharam e fizeram parte dessa caminhada.
Quando escolhemos entrar nessa viagem, sabiamos que mergulhariamos em um caminho novo, apesar de já não sermos marinheiros de primeira viagem nesse tipo de aventura. Na mochila que ia em nossas costas, levavamos as ferramentas de sempre - calejadas e até meio enferrujadas por conta do excesso de uso - além de coisas novas que queríamos testar. O início do percurso foi agradável e tranquilo. Em meio a conversas leves, sonhavamos com o que encontraríamos ao chegar no topo, de como ultrapassariamos cada obstáculo, em simulações que mais pareciam histórias heróicas de outros tempos.
Porém, o dia passava, e o caminho mais estreito e íngreme do que prevíamos. Em um dado momento, já não tinhamos tanta certeza se daríamos conta de chegar ao destino final antes do anoitecer. Estava claro que precisavamos nos desfazer de algumas coisas, duro era decidir do quê. Afinal, ao despejar a mochila inteira a nossa frente, viamos uso e necessidade para tudo o que estava nela.
- Só estamos carregando o essencial!
- Sem isso, não conseguiremos passar por todos os obstáculos!
- Sem aquilo, ficaremos presos no meio do caminho!
- O que preciso deixar de lado? O que posso descartar? Como se desfazer de coisas que são tão essenciais?
Ficamos impacientes, perdemos tempo, quebramos a cabeça. Recolhemos as coisas, colocamos tudo de novo na mochila, andamos mais um bocado. Insistimos.
- Não vai dar. Temos que nos desfazer do peso extra.
Escolhemos, nos desfizemos, continuamos andando. Ainda não vai dar, precisamos nos desfazer de mais. Dividimos o peso de uma mochila grande em duas menores.
- Não vai dar, não vai dar...
E essa briga existencial se manteve por quase toda caminhada. A bagagem foi ficando pelo meio do caminho. Ombros leves, cabeça preocupada. No fim, era apenas uma sacolinha, vazia, vazia, e muito suor. A dúvida persistia: como fazer diante das dificuldades? Como vamos nos virar? Nos convenciamos de que a única alternativa restante era confiar.
E como previamos, as dificuldades apareceram. Os obstáculos pulavam a nossa frente em cada passo que dávamos. Porém, a estranha coincidência é que a cada dificuldade, a solução nos era trazida pela própria caminhada. Ao encontrar um burado, ao lado, uma árvore caída que serviria de ponte. Quando chegou a fome, um pequeno pomar. Na falta de água, uma torneira santa. E assim continuou-se a viagem, ao melhor estilo mosaico de teste-de-fé.
A noite já subia e o sol ia se recolhendo antes que qualquer um pudesse notar. No horizonte, o topo da montanha já podia ser visto.
- Corre, corre, está chegando!
O caminho cada vez mais íngreme. A noite cada vez mais perto. E corremos, e corremos! O cansaço, as pernas, as costas, o sono... tudo parecia entrar em segundo plano quando viamos o alto da montanha.
Largamos nossas coisas na metade da subida, o objetivo era mais importante! Subindo, subindo... força, força! Já não mais usavamos ferramentas, o caminho era trilhado na raça, na unha, na garra. A quina estava ali, bem perto. Uma mão. Depois a outra. O cotovelo... fooooorça!
Pronto, estamos aqui. De pé, cabeça erguida. Dor já nem lembramos mais. A única coisa que nos importava agora era curtir esse momento.
O que? Você quer saber o que há no horizonte? Só poderá dizer quem esteve lá também. A única coisa que sei é que ao fundo, ecoava a voz de muitos cantando o som de uma música parodiada e bem conhecida, em tom de missão cumprida. "... cheio de encantos mil... é o Vale do Paraíba... o mais querido do Brasil...".
Quer fazer essa viagem? Quer ver o que há lá? Não leve bagagem, traga apenas perseverança, união e planejamento.
Fraternalmente,
CAM - Comissão de Apoio as Mocidades
Regional Vale do Paraíba